RITA VELOSA - ESCRITORA BRASILEIRA 
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ALGUMAS POESIAS DA AUTORA
ALGUMAS POESIAS DA AUTORA

 

  Faroleiros de Almas

                                                                                          Assim somos nós, faroleiros de almas:

Iluminando os penhascos,

Clareando os abismos,

Perscrutando  segredos,

Fincados em meio ao nada,

Presos no mar revolto

Girando,girando,girando...

Focando os perigos,

Alertando os incautos,

Orientando os perdidos;

Uma luz de esperança no mundo,

Faroleiros de almas!

Mas quem acenderá uma luz  para nós?

Nossa dor é grande:

Vemos demais, sentimos demais

E nada podemos fazer por nós mesmos.

Solitários  em alto mar,

Brilhando e consumindo-nos loucamente,

No desespero da lucidez,

Em chama interna,

Luz eterna,

No calor da esperança,

Girando,girando,girando...

Perscrutando desesperadamente!

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 Ventos Passantes

 

Parentes distantes,

almas errantes,

presenças constantes.

Saudade incessante,

tristeza marcante,

que o vento passante

traz prô caminhante.

São cenas e penas,

imagens constantes,

músicas sonantes,

nas almas terrenas.

Sons ,cheiros, imagens,

sorrisos e caras,

lugares e datas,

agonia constante,

que o vento passante

traz até nós.

São ventos passantes...

assim como nós.

Uma lista constante,

de ventos passantes,

que vai se alongando

prá dentro de nós.

Até sermos nós

os nomes da lista,

os ventos passantes,

nas cabeças pensantes,

de parentes distantes,

que roçamos clamantes.

Nós,

ventos errantes,

ventos passantes.

Todos nós!

Todos nós!

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 Tinto  Seco                                          

                                                              

Meus versos hoje são tintos;

tintos de sangue,

tintos de dor,

tintos de saudade,

tintos de solidão.

Tintos... tão tintos!

 

De um tinto seco,

Que amarra a boca;

boca apertada,

boca amarrada,

boca envelhecida.

 

Meus versos são vinho tinto,

totalmente tinto;

de um tinto encorpado,

com o sangue de meus amores,

com a secura das ausências,

com o aroma das saudades.

 

Um tinto que lembra a sangue;

meu sangue!

Que ainda teima em correr!

Meu verso!

Que ainda teimo em verter!            

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